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22/06/2012 10:11

To Rome with Love [estreia 29/06] [Woody Allen atuando]

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Flicerium

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Na Itália estreou há um mês.


Em "Para Roma com Amor", Allen volta a atuar, no seu primeiro papel desde "Scoop - O Grande Furo"(2006). Ele faz um diretor de ópera recém-aposentado, que viaja a Roma com a mulher (Judy Davis) para conhecer o noivo italiano de sua filha, Hayley (Alison Pill).

Do outro lado da cidade, um casal de jovens americanos (Jesse Eisenberg e Greta Gerwig) tem a relação abalada com a chegada de uma amiga espevitada (Ellen Page), enquanto outro casal, de jovens italianos, se envolve com uma prostituta (Penélope Cruz) e um galã da TV (Antonio Albanese).

Há ainda um burocrata (Roberto Benigni) que vira celebridade sem razão alguma, além de muitos postais romanos e música italiana.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1108311-na-europa-woody-allen-volta-atuar-e-fala-sobre-para-roma-com-amor.shtml

6.0

Carlos The Dwarf

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Mensagem publicada em 22/06/2012 12:49
Continuação de ?
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tenho um compromisso com a verdade

dcloko

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Mensagem publicada em 23/06/2012 18:04
Carlos The Dwarf
Continuação de ?

Juro que pensei nesse lixo aí ! Quando entrei... vi que era apenas outro lixo com nome parecido.
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Turtle Beach PX5

Darth_Tyranus

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Mensagem publicada em 23/06/2012 18:55
From Paris with Love é continuação de...


A impressão q eu tenho do Woody Allen é q todas as comédias dele são iguais, os msm diálogos "cults" cheios de referências a escritores/escultures/pintores e crítica a cultura pop q fazem os cults terem orgasmos e sujarem as calças durante as sessões dos filmes.

dcloko

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Mensagem publicada em 23/06/2012 19:09
Darth_Tyranus

A impressão q eu tenho do Woody Allen é q todas as comédias dele são iguais, os msm diálogos "cults" cheios de referências a escritores/escultures/pintores e crítica a cultura pop q fazem os cults terem orgasmos e sujarem as calças durante as sessões dos filmes.

Postou só a verdade. Quando vi esse trailer, até achei que estava assistindo o trailer de Meia Noite em Paris com atores diferentes. Época de Woody Allen já passou.
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Turtle Beach PX5

4lex

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Mensagem publicada em 23/06/2012 22:35
Acho incrível a aleatoriedade que o Woody tem na escolha do elenco.
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ManiacKiller: http://youtu.be/IGRlZAmIJyg
ManiacKiller: vc não socava não?
ManiacKiller: tipo PAH PAH PAH
ManiacKiller: SINTA ESSA TORA * AGUENTA A PRESSÃO
ManiacKiller: PAH PAH PAAHHH
ManiacKiller: OBSERVE ESSA ARVORE ENTRANDO EM VC
ManiacKiller: PAH PAH PAHAP
ManiacKiller: o legal é meter nelas e deixar a cabeça delas batendo na parede
ManiacKiller: ai enquanto vc ta no timing do swing, ela vai aveitando a parede
ManiacKiller: PAH PAH PAH

4lex

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Nível 4

Mensagem publicada em 23/06/2012 22:39
Só o que fode é a Ellen Page.


* até a voz dela é chata.
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Moe Greene

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Mensagem publicada em 24/06/2012 01:23
meia noite em paris foi ótimo, melhor filme dele em anos, mas sei lá, isso aí não parece tá certo... pelo menos esse trailer aí tá muito ruim
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Moe Greene

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Mensagem publicada em 11/07/2012 00:53
Até que é legal, mas a história do benigni é terrivelmente ruim e sem graça.

A do casal italiano e a do casal americana/italiano foram o forte do filme. Ainda assim, nada demais.

daria um 7/10
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4lex

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Mensagem publicada em 11/07/2012 07:43
Moe Greene
Até que é legal, mas a história do benigni é terrivelmente ruim e sem graça.

A do casal italiano e a do casal americana/italiano foram o forte do filme. Ainda assim, nada demais.

daria um 7/10

Nada de mais mesmo.


Mas cara, Woody Allen consegue me seduzir com as musiquinhas que ele põe :333


E o Alec Baldwin trollando?
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lionheartlock

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Mensagem publicada em 11/07/2012 08:33
dcloko

Juro que pensei nesse lixo aí ! Quando entrei... vi que era apenas outro lixo com nome parecido.

Não diga isso, travolta é trollador demais nesse filme!
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Recado do Pancha ao VT!

Flicerium

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Mensagem publicada em 11/07/2012 09:11
Foi bom o up.

Alguns spoilers.

Flores de obsessão

Woody Allen tem 47 filmes no currículo. E quando lhe perguntam se existe um único que ele compare aos melhores de Ingmar Bergman, Woody é modesto: nem um.

A frase sempre me pareceu excessiva: "Crimes e Pecados" (1990) está ao nível de "Morangos Silvestres" (1957). E "Zelig" (1983) não tem paralelo como comédia nos últimos 30 anos. O problema de Woody não é falta de obra-prima. É falta de obra-prima recorrente. Depois de "Crimes e Pecados", há coisas boas aqui e ali. E algumas joias antigas, como "Manhattan" (1979) ou "Hannah e Suas Irmãs" (1986).

Mas Bergman, admito, era capaz de fazer cinco filmes seguidos que mudavam a cultura de uma época. Quem começa com "Mônica e o Desejo" (1952) e termina o festim com os referidos "Morangos" sabe que não minto.

Por isso assisti a "Para Roma com Amor" sem expectativas homéricas. Os cínicos dirão que Woody Allen deixou de dirigir filmes. É hoje guia turístico que vai para onde lhe pagam: Londres, Barcelona, Paris. Quem sabe o Rio.

O próprio alimenta o mito: tempos atrás, de passagem por Portugal, perguntaram-lhe quando filmaria ele em Lisboa. Woody foi honesto: "E você consegue o dinheiro?".

Certo. Sem dinheiro, não há obra. Mas "Para Roma" não é mera encomenda italiana. É, como sempre acontece, um pretexto para revisitar os temas que são caros ao "autor" (e uso a palavra com o seu significado clássico).

O próprio Woody, aliás, assume essa condição metacrítica no filme. Por exemplo, quando os personagens contemplam as ruínas romanas e confessam sofrer de "Melancolia de Ozymandias".

Trata-se de uma referência erudita ao poema de Percy Shelley (1792-1822) sobre a estátua de Ozymandias, "rei dos reis", e testemunho material da inutilidade da existência quando a morte é certa.

Shelley escrevey "Ozymandias" em 1818, mas o poema deixou de lhe pertencer em 1980 quando foi apropriado por Woody "himself", em seu incompreendido "Stardust Memories - Memórias" (1980). É a primeira vez que um personagem seu é diagnosticado com a doença.

O cinema de Woody Allen é feito de evocações eruditas que se repetem de filme para filme. A tribo é a mesma: Shelley, Yeats, Rilke, sobretudo as linhas finais de "O Torso Arcaico de Apolo", presente neste filme pela boca pedante da personagem de Ellen Page (e presente em "A Outra", com força dramática decisiva).

Mas não são apenas as evocações eruditas que se repetem. Todo o resto retorna, a começar pelo amor romântico, pelos equívocos do amor romântico, pela tensão constante entre a razão e a emoção --a perpétua batalha em que a última vence temporariamente o confronto.

São incontáveis os filmes de Woody Allen em que os personagens (masculinos) se jogam pela janela amorosa, mesmo que o salto seja efêmero e suicidário. O ator Jesse Eisenberg representa em "Para Roma" o mártir sentimental da história. Eisenberg nasceu em 1983.

Mas, antes de ele nascer, muitos outros já tinham pulado pela mesma janela. A começar pelo próprio Woody Allen, como Alvy (em "Annie Hall") ou Isaac (em "Manhattan").

Não temos cura. E, para um longo cliente da psicanálise, nem o divã nos salva: haverá paciente que tenha dedicado à terapia tantas linhas de irrisão? "Se você encontrar Freud, peça-lhe o meu dinheiro de volta", diz ele à mulher psiquiatra (Judy Davis).

Finalmente, o melhor do filme: a história do cantor de ópera que só funciona no chuveiro. E que é levado para os palcos italianos com o chuveiro atrás.

É preciso ter passado décadas nas páginas da "New Yorker", a casa de S.J. Perelman ou Robert Benchley, para escrever uma gag dessas. Uma gag comparável ao casal que só conseguia transar em espaços públicos (em "Tudo o que Você queria Saber sobre Sexo"). Ou ao ator que estava fora do foco na vida real (em "Desconstruindo Harry").

Sim, são 47 filmes. Um ou dois não fazem má figura quando Bergman está por perto. Mas a obra-prima de Woody Allen não se resume a um filme ou dois. Na verdade, ela ainda está a ser retocada, ao ritmo de um filme por ano.

Um dia, quando olharmos para o conjunto, veremos que a repetição também é uma arte. E que os gênios são, como dizia Nelson Rodrigues, flores de obsessão.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/1117523-flores-de-obsessao.shtml

4lex

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Mensagem publicada em 11/07/2012 09:42
Boa crítica


Preciso ver mais Woody Allen.
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Will Lockhart

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Mensagem publicada em 11/07/2012 10:36
dcloko
Darth_Tyranus

A impressão q eu tenho do Woody Allen é q todas as comédias dele são iguais, os msm diálogos "cults" cheios de referências a escritores/escultures/pintores e crítica a cultura pop q fazem os cults terem orgasmos e sujarem as calças durante as sessões dos filmes.

Postou só a verdade. Quando vi esse trailer, até achei que estava assistindo o trailer de Meia Noite em Paris com atores diferentes. Época de Woody Allen já passou.

Match Point e Meia Noite em Paris foram os filmes que mais renderam ao Allen e você diz que a época dele já passou? Não que esses sejam as obras-primas dele, mas são grandes filmes, sim.

As comédias deles não são todas iguais, a questão é que ele tem um estilo ímpar de fazer filmes e faz um cinema autoral há mais de 40 anos (com a média de 1 filme por ano desde 1983); a repetição nada mais é do que uma consequência. No entanto, mesmo com tal repetição, ele sempre consegue se reinventar. Vez ou outra ele tentou fazer dramas (Interiores, A Outra, Setembro) e suspenses (Match Point, Sonho de Cassandra), mas foram nas comédias dramáticas que ele se firmou como cineasta.

A fase do Woody Allen pós-VCB me anima, verei o filme amanhã. Um bom roteiro com grandes atuações é quase sempre garantido.
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Ela atua, e terrivelmente, digo-o por experiência própria, mas não de maneira a elevar a alma. Ela não eleva nem rebaixa a alma, ela a excita. Como dizer-lhe? A música obriga-me a esquecer de mim mesmo, da minha verdadeira condição, ela me transporta a uma outra, que não é a minha: sob o influxo da música, tenho a impressão de sentir o que, na realidade, não sinto, de compreender o que, a bem dizer, não compreendo, de poder o que, de fato, não posso. - Tolstoi

Will Lockhart

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Mensagem publicada em 11/07/2012 10:37
4lex
Boa crítica


Preciso ver mais Woody Allen.

Veja tudo dos anos 80 que a essência dele tá ali.
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Ela atua, e terrivelmente, digo-o por experiência própria, mas não de maneira a elevar a alma. Ela não eleva nem rebaixa a alma, ela a excita. Como dizer-lhe? A música obriga-me a esquecer de mim mesmo, da minha verdadeira condição, ela me transporta a uma outra, que não é a minha: sob o influxo da música, tenho a impressão de sentir o que, na realidade, não sinto, de compreender o que, a bem dizer, não compreendo, de poder o que, de fato, não posso. - Tolstoi

Boscorelli

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Mensagem publicada em 11/07/2012 11:38
Vou tentar ver essa semana
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A verdade é sempre a resposta certa

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A morte sorri para todos nós...e tudo que podemos fazer é sorrir de volta.

olimpiadas do vt

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Mensagem publicada em 12/07/2012 23:09
4lex
Só o que fode é a Ellen Page.


* até a voz dela é chata.

BOBBYYYYYYYYYY

Boscorelli

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Mensagem publicada em 13/07/2012 08:16
Assisti ontem.
Em geral achei mais um filme do Woody Allen, nada de muito novo ou surpreendente, alguns diálogos e cenas foram bem interessantes. A descrição da personagem de Ellen Page pelo personagem de Alec Baldwin foi bem engraçada, e um belo tapa na cara dos 'pseudocults' que infestam a internet e nosso mundo nesses últimos anos.

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