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18/08/2011 23:56

"O que é justiça?", segundo Hans Kelsen

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h3rik

Mensagens: 7201
Cadastro: 20/05/2002

Nível 4

ilustres,

faz tempo que quero compartilhar esse texto, mas eu não achava na internets e não tinha paciência para digitar.
agora arrumei meu scanner e vou digitalizar algumas páginas. quem quiser ler, leia.

é o começo de um ensaio chamado "O que é justiça?".












ta aqui a referência caso alguém se interesse (não sei as normas da abnt):
KELSEN, Hans. O que é justiça? : a justiça, o direito e a política no espelho da ciência. 3º ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

Mensagem editada pelo usuário h3rik em 19/08/2011 13:00.
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A state of feeling positive about both oneself and the world.

JABBA O GRANDE

Mensagens: 2041
Cadastro: 28/05/2010

Nível 2

Mensagem publicada em 19/08/2011 03:55
Marcando.

h3rik

Mensagens: 7201
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Nível 4

Mensagem publicada em 19/08/2011 11:48
não se arrependerá.
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Buffy_se_despede

Mensagens: 7746
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Nível 4

Mensagem publicada em 19/08/2011 12:07
7 páginas.. farei o esforço
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Mario Sérgio Cortella
Conflito é parte inerente à convivência, diferente de confronto que é a tentativa de anular a outra pessoa.

No conflito se busca convencer. No confronto se busca vencer.

No confronto há perda, no conflito há mudança.




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h3rik

Mensagens: 7201
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Nível 4

Mensagem publicada em 19/08/2011 12:19
Buffy_se_despede
7 páginas.. farei o esforço

ja li essas 7 páginas umas 10 vezes.

e na verdade o artigo tem 25 páginas, mas tive certeza que ninguém iria ler se eu postasse todas elas RSRS
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Maquiavel

Mensagens: 7000
Cadastro: 29/06/2009

Nível 3

Mensagem publicada em 19/08/2011 22:49
Hans Kelsen = qualquer violência é permitida desde que haja lei autorizando tal

Kichute

Mensagens: 842
Cadastro: 13/03/2005

Nível 1

Mensagem publicada em 19/08/2011 23:24
Você acha que darei crédito a um autor que rejeita o Direito Natural e ainda quer falar sobre justiça?


tOOzinhO

Mensagens: 22468
Cadastro: 29/01/2004

Nível 4

Mensagem publicada em 20/08/2011 01:30
marcando aqui para ler, parece interessante.
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Oito ventos mundanos:
-Ganho e Perda
-Prazer e Dor
-Elogio e Crítica
-Fama e Vergonha
"Nosso propósito não deve ser prejudicado por essas preocupações mundanas."

Combustão

Mensagens: 1962
Cadastro: 22/02/2011

Nível 2

Mensagem publicada em 20/08/2011 01:34
Amigo , não tens em um formato maior ? É que enxergo mal pra caramba e fica extremamente desagradável tentar ler , ainda mais em pdf .

Mensagem editada pelo usuário Combustão em 20/08/2011 01:35.

ComplexoB

Mensagens: 8616
Cadastro: 28/09/2008

Nível 0

Mensagem publicada em 20/08/2011 01:39
Kichute
Você acha que darei crédito a um autor que rejeita o Direito Natural e ainda quer falar sobre justiça?




cara, bom post.
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Que obra-prima, o homem! Quão nobre pela razão! Quão infinito pelas faculdades! Como é significativo e admirável na forma e nos movimentos! Nos atos, quão semelhante aos anjos! Na apreensão, como se aproxima dos deuses, adorno do mundo, modelo das criaturas!

No entanto, que é para mim essa quintessência do pó?

Yamamoto

Mensagens: 3869
Cadastro: 27/12/2009

Nível 0

Mensagem publicada em 20/08/2011 02:25
Combustão
Amigo , não tens em um formato maior ? É que enxergo mal pra caramba e fica extremamente desagradável tentar ler , ainda mais em pdf .

é só dar zoom na imagem, tenta usar o ctrl +
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Persistência


Panela do Amigo: Porque estamos contigo!

kracman

Mensagens: 5708
Cadastro: 03/10/2008

Nível 1

Mensagem publicada em 20/08/2011 02:56
"Se reconhecemos que errar é humano, não é sobre-humana crueldade a justiça?" (Luigi Pirandello)
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"Sempre que a moralidade baseia-se na teologia, sempre que o correto torna-se dependente da autoridade divina, as coisas mais imorais, injustas e infames podem ser justificadas e estabelecidas."

"There's never a good occasion for keeping your mouth shut." -Hitchens

"Glendower: I can call Spirits from the vastie Deepe
Hotspur: Why so can I, or so can any man: But will they come, when you doe call for them?"

JABBA O GRANDE

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Cadastro: 28/05/2010

Nível 2

Mensagem publicada em 20/08/2011 03:32
Gostei do texto, mano. Bem didático, expositivo. Apresenta e ilustra as idéias com gde objetividade e simplicidade. Demonstra, com competência, que qsq ideais de justiça humanos parecem fadados a se revelar falhos, uma vez que relativos. Coisa que, aliás, o conjunto das postagens aqui no PC meio que já deixa patente (o indiscutivelmente certo para uns não raro chega a ser afrontoso e até obsceno para outros).

Tb remete a um ponto que tu levantou em outro tpc, sobre a gde questão do convívio estar relacionada a essa necessidade de cada indivíduo se dar conta de que seus valores, por mais que lhe pareçam óbvios ou gritantes, são meramente seus, toda pretensão de os elevar a universais consistindo num penoso entrave à comunicação e, por conseguinte, à reflexão.

h3rik

Mensagens: 7201
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Nível 4

Mensagem publicada em 23/08/2011 00:13
JABBA O GRANDE
Gostei do texto, mano. Bem didático, expositivo. Apresenta e ilustra as idéias com gde objetividade e simplicidade. Demonstra, com competência, que qsq ideais de justiça humanos parecem fadados a se revelar falhos, uma vez que relativos. Coisa que, aliás, o conjunto das postagens aqui no PC meio que já deixa patente (o indiscutivelmente certo para uns não raro chega a ser afrontoso e até obsceno para outros).

Tb remete a um ponto que tu levantou em outro tpc, sobre a gde questão do convívio estar relacionada a essa necessidade de cada indivíduo se dar conta de que seus valores, por mais que lhe pareçam óbvios ou gritantes, são meramente seus, toda pretensão de os elevar a universais consistindo num penoso entrave à comunicação e, por conseguinte, à reflexão.

só complementando, logo no início da página 8 (postei só até a 7), o Hans diz assim:

"O fato de juízos de valor legítimos serem subjetivos, e por isso ser possível a existência de juízos de valor bem diversos, conflitantes entre si, não significa absolutamente que cada indivíduo tenha seu próprio sistema de valores. Na verdade, muitos indivíduos são concordantes em seus juízos de valor. Um sistema de valores positivo não é uma criação arbitrária de um indivíduo isolado, mas resultado de uma influência exercida por indivíduos uns sobre os outros no âmbito de um determinado grupo - como família, tribo, clã, casta, profissão - e sob condições econômicas específicas. Todo sistema de valores, especialmente uma ordem moral com sua idéia central de justiça, é um fenômeno social e, consequentemente, distinto, conforme a natureza da sociedade na qual teve origem. O fato de certos valores serem aceitos por todos dentro de uma determinada sociedade é perfeitamente compatível com o caráter subjetivo e relativo dos juízos que mantêm esses valores. A unanimidade sobre um juízo de valor existente entre muitos indivíduos não é absolutamente prova de que esse juízo seja correto, isto é, objetivamente válido. Da mesma forma, o fato de a maioria dos homens acreditar, ou ter acreditado, na idéia de que o Sol gira em torno da Terra não é ou foi prova de que essa crença se baseia na verdade. O critério de justiça, assim como o de verdade, não é de modo algum a frequência com que surgem os juízos de realidade ou de valor."

vou parar por aqui, porque senão vou copiar o texto inteiro.
mais tarde eu escaneio ele inteiro.

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h3rik

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Mensagem publicada em 23/08/2011 00:18
Combustão
Amigo , não tens em um formato maior ? É que enxergo mal pra caramba e fica extremamente desagradável tentar ler , ainda mais em pdf .

cara, eu troquei a imagem já.
tenta dar um zoom (ctrl +, ou ctrl + rodinha do mouse)

se não der, me avise.

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h3rik

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Mensagem publicada em 23/08/2011 00:21
Kichute
Você acha que darei crédito a um autor que rejeita o Direito Natural e ainda quer falar sobre justiça?




rsrs
trollou muito fraco.
2/10

Hans Kelsen (Praga, 11 de outubro de 1881 - Berkeley, 19 de abril de 1973) foi um jurista e filósofo austro-americano, um dos mais importantes e influentes do século XX.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hans_Kelsen
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JABBA O GRANDE

Mensagens: 2041
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Mensagem publicada em 23/08/2011 04:10
h3rik
JABBA O GRANDE
Gostei do texto, mano. Bem didático, expositivo. Apresenta e ilustra as idéias com gde objetividade e simplicidade. Demonstra, com competência, que qsq ideais de justiça humanos parecem fadados a se revelar falhos, uma vez que relativos. Coisa que, aliás, o conjunto das postagens aqui no PC meio que já deixa patente (o indiscutivelmente certo para uns não raro chega a ser afrontoso e até obsceno para outros).

Tb remete a um ponto que tu levantou em outro tpc, sobre a gde questão do convívio estar relacionada a essa necessidade de cada indivíduo se dar conta de que seus valores, por mais que lhe pareçam óbvios ou gritantes, são meramente seus, toda pretensão de os elevar a universais consistindo num penoso entrave à comunicação e, por conseguinte, à reflexão.

só complementando, logo no início da página 8 (postei só até a 7), o Hans diz assim:

"O fato de juízos de valor legítimos serem subjetivos, e por isso ser possível a existência de juízos de valor bem diversos, conflitantes entre si, não significa absolutamente que cada indivíduo tenha seu próprio sistema de valores. Na verdade, muitos indivíduos são concordantes em seus juízos de valor. Um sistema de valores positivo não é uma criação arbitrária de um indivíduo isolado, mas resultado de uma influência exercida por indivíduos uns sobre os outros no âmbito de um determinado grupo - como família, tribo, clã, casta, profissão - e sob condições econômicas específicas. Todo sistema de valores, especialmente uma ordem moral com sua idéia central de justiça, é um fenômeno social e, consequentemente, distinto, conforme a natureza da sociedade na qual teve origem. O fato de certos valores serem aceitos por todos dentro de uma determinada sociedade é perfeitamente compatível com o caráter subjetivo e relativo dos juízos que mantêm esses valores. A unanimidade sobre um juízo de valor existente entre muitos indivíduos não é absolutamente prova de que esse juízo seja correto, isto é, objetivamente válido. Da mesma forma, o fato de a maioria dos homens acreditar, ou ter acreditado, na idéia de que o Sol gira em torno da Terra não é ou foi prova de que essa crença se baseia na verdade. O critério de justiça, assim como o de verdade, não é de modo algum a frequência com que surgem os juízos de realidade ou de valor."

vou parar por aqui, porque senão vou copiar o texto inteiro.
mais tarde eu escaneio ele inteiro.



Mto pertinente o parágrafo. Sistemas de valores de indivíduos que integrem grupos coesos tendem mesmo à padronização, mas acredito que, inevitavelmente, numa questão ou em outra, subsistirão algumas diferenças, pois, para isso, basta que se reflita ou se deixe de refletir sobre determinados assuntos. Afinal, o apanhado dos sentimentos de cada um é único.

Jah

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Cadastro: 20/12/2006

Nível 5

Mensagem publicada em 23/08/2011 11:16
Ótimo texto, pelo menos para mim me pareceu perfeitamente sensato/razoável.


Mas vamos ver o que a galera do direito natural tem a dizer.
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"If you hate a person, you hate something in him that is part of yourself. What isn't part of ourselves doesn't disturb us"
Herman Hesse - Demian

Cobalt
Eu te mato se tiver que fazer isso pra salvar

a vida de uma user. Nao falo apenas das que gosto mas de todas.

E será legitima defesa.



jean,P

Mensagens: 48
Cadastro: 15/10/2010

Nível 0

Mensagem publicada em 14/09/2012 11:58
A felicidade social como sinônimo de justiça, no contexto da obra em foco, me fez pensar n"O mito da caverna de Platão...
o coletivo está feliz com seu conjunto de valores, suas crenças, seu saber cientifico, etc.. porém, vive na ilusão.

Eu pergunto: e se essa felicidade social for fundada no equívoco, na mentira?
seria essa felicidade social justa?


a resposta de Erasmo de rotterdam "deixe-os serem felizes com sua loucura" não me satisfaz plenamente, porque remete ao conformismo....

ae galera apenas estou compartilhando minhas divagações

Proprietário do Terceiro Mundo

Mensagens: 6323
Cadastro: 19/12/2011

Nível 4

Mensagem publicada em 14/09/2012 13:06
Jah
Ótimo texto, pelo menos para mim me pareceu perfeitamente sensato/razoável.


Mas vamos ver o que a galera do direito natural tem a dizer.

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