John Galt KeSSenCHu John Galt Capitalismo não é só um sistema, é um método de produção. Adquirir capital, aplicar capital, obter retorno, reaplicar e assim por diante. Se engana quem acha que o núcleo do sistema é um punhado de papel colorido com figuras estampadas. O dinheiro é apenas uma forma de trocar produção. E é disso que se trata o capitalismo: produzir. Não roubar, enganar ou explorar, mas produzir, a partir da mente e do trabalho.
O capitalismo também é o único sistema que permite a liberdade individual. Uma pessoa que tem total controle sobre sua produção é uma pessoa que tem total controle sobre sua mente e seu trabalho, pois a produção nada mais é do que o resultado destes. E alguém que possui o controle total de ambos é alguém independente.
|
"America touts itself as the land of the free, but the number one freedom that you and I have is the freedom to enter into a subservient role in the workplace. Once you exercise this freedom you've lost all control over what you do, what is produced, and how it is produced. And in the end, the product doesn't belong to you. The only way you can avoid bosses and jobs is if you don't care about making a living. Which leads to the second freedom: the freedom to starve." - Tom Morello
|
Belo texto, bem retórico. Até parece que o autor sugere que uma pessoa não tem que trabalhar para se alimentar e que se uma pessoa passa fome é trabalho dos outros alimentá-la. Ser obrigado a servir as necessidades dos outros é compatível com liberade segundo esse autor. Necessidade é moeda de troca e não motivação para trabalho. Essa é a mentalidade que predomina hoje, uma pena.
Quanto a perder o produto do nosso trabalho, você não perde, porque você nunca teve. O contrato do emprego é simples: o dinheiro é seu, o que você produz é do patrão. Na verdade, indiretamente você produz aquele dinheiro (pelo uso que terá seu produto) e o patrão produziu o "seu" produto, por te pagar para realizar um serviço.
|
Que interessante, poderia dizer o mesmo sobre o seu texto.
Veja que irônico, vivemos em um sistema onde ocorre o que você erroneamente creditou ao autor do texto, no capitalismo alimentar uma minoria é trabalho de uma maioria. Motivação para trabalhar para o outro? Um escravo também trabalha por necessidade, o que você chama de pena é apenas a realidade do nosso mundo.
Fantástico, admirável como você consegue ser tão puro e direto na sua alienação! O contrato de trabalho é esse mesmo, mas a sua afirmação é falsa. Já teve sim, o produto do trabalho do trabalhador já pertenceu ao próprio. O que temos hoje é capital físico, trabalho morto, sendo utilizado por agentes privados para comprar mão de obra que será usada
diretamente para produzir bens. Trabalho passado e presente, o capitalismo socializou a produção mas privatizou o ganho. E sabe qual é a origem desse capital que temos hoje? Guerras, exploração de povos mais primitivos, a própria escravidão de negros. Esse é o passado, vários trabalharam para que hoje você possa construir essa sua ilusão cômoda, a de que só o presente que importa. Vamos para o futuro então.
É um contrato, ninguém apontou uma arma para o trabalhador e ele aceitou. Ótimo, tudo beleza. Passou o primeiro período do contrato, segundo período. aí surge o problema. Por que nesse segundo período o trabalhador irá receber o mesmo salário que no anterior, sendo que agora o capital total da empresa foi acrescido da mais valia do período anterior(sem drama aqui, paga-se ao trabalhador um salário que permita ao capitalista auferir lucros, uma constatação sem cunho moral) que por sua vez multiplicará os lucros dela. Ora, qual a legitimidade disso? Os salários deveriam portanto sempre crescer na mesma proporção dos lucros, ou então poderiamos falar em roubo puro e simples. Roubo legitimado pelo Estado.