... para minha
pergunta hipotética: comprei o Wii e cá estou às 5 da madruga sem ter percebido a hora passar... quebrei a cara mesmo, é um excelente videogame...
Saí do trabalho, passei na Saraiva (antes de dar uma olhada em outras no Shopping) e levei o nacional mesmo. Eu ia só pesquisar preços, mas encontrei Zelda Twilight e Metroid Trilogy na mesma loja! Coincidência ou destino? Não esperei pela resposta. Preço da brincadeira: 1500, parcelado em 10. ah, bom!
Devo dizer que depois de ter lido a enxurrada de negativas aqui na própria seção de Wii, fiquei com um pé atrás. Neguinho genuinamente desiludido (talvez pelo fraco ano 2009 e por terem comprado assim que saiu) em meio a trolls disfarçados. Mas decidi confiar no histórico da Nintendo e no gosto dos japoneses. Japonês é um povo bizarro, mas seu gosto para jogos é indiscutível. Se elegeram o Wii o console da geração, não é sem motivos. De quebra vou poder curtir DQX. ^^;
Rápidas impressões da primeira noite de jogatina: Twilight definitivamente não é OoT, Metroid Prime (só o primeiro até o momento) impressiona mais do que eu imaginava e Wii Sports é provavelmente
o jogo mais emblemático dessa geração. Só conheço um termo que pode descrever e é em inglês: Wii Sports é
groundbreaking, como Pong ou Super Mario Bros.
Análises
rápidas.
O aparelho é impecavelmente simples. A organização dentro da caixa em dois níveis é impecável.
Intuitividade parece ter sido a palavra de ordem da Nintendo: tira o aparelho da embalagem, coloca na base em pé, pluga a fonte, os cabos de áudio e vídeo e a barra de sensor. Liga e pronto. Os designers da Apple devem ter se mordido de inveja. As cores branca e azul e os números em destaque são uma excelente sacada do time de marketing, que entendeu a proposta da Nintendo de jogos para a família, visando saúde e iluminação. O manual é uma tora pra quem gosta de ler, mas quem vai ler com tal simplicidade?
O wiimote é realmente formidável.
Formidável. Na medida certa para mãos pequenas e grandes, simples e flexível para estilos diferentes de jogos. Vem com uma capinha de latex que além de deixar limpo torna a empunhadura muito confortável. Botão A em cima em destaque, um home chamando o menu de sistema, +e- como botões de menu e um delicioso gatilho em baixo. A (ilusão de) precisão de movimento em jogos de tênis, golf, baseball e boliche é deliciosa.
Deliciosa. Dar espadadas movendo o bicho é bom demais, dar um giro com a espada tremendo o nunchuck é sensacional. Mirar diretamente e atirar, ou andar para os lados e girar em torno de oponentes com a mira como em Metroid é coisa de fazer rever conceitos de jogadores de PC que acham que mouse-teclado é o melhor controle do mundo. O fato do direcional ser separado do controle principal é um conforto para as mãos sem noção. E não, não é preciso mesmo ficar em pé, salvo talvez para golf. Joguei tênis sentado. Rebolation só para Wii Fit mesmo.
O wiimote é motivo suficiente para o Wii ser considerado um aparelho de última geração a despeito do hardware defasado: você ainda não experimentou do que se trata a verdadeira próxima geração dos games até as cópias Fatal e Dildo saírem para os outros aparelhos. Eu não via engravatados falando de games desde o Gameboy original com Tetris.
Twilight é tecnicamente superior a OoT, lógico. Mas no gameplay, level layouts e trilha sonora ele peca. Vou dizer onde estou: peguei a vara de pescar, o estilingue e a espada e tô tentando achar as crianças que entraram na floresta. Imagino que uma delas entrou no templo da floresta, mas ainda não consegui a chave. Andei por toda aquela área à procura da chave e só me restou tentar pular por dois tocos de árvore até em cima de uma árvore. Nesse ponto, empaquei: depois de tentar umas 70 vezes seguidas subir o morrinho e tentar pular exatamente em cima dos tocos (falhando no segundo quase sempre), cansei e fui jogar Wii Sports. A musiquinha fajuta tava dando nos nervos, assim como o desafio de plataforma completamente arbitrário e masoquista em um jogo no qual você não controla o pulo. O início bucólico também é devagar demais, mas gostei das referências a OoT. Gostei da sequência de quebra-cabeças em até conseguir dar um peixe pro gato e comprar o estilingue. Não gostei da música, que houve com o Koji Kondo? Mas ainda é muito cedo pra bostar o game...
Metroid Prime é melhor do que eu pensava. Particularmente, pensei que fosse apenas um FPS descerebrado como a maioria, mas tem razoável exploração e quebra-cabeças. Combate é o esperado: levar tiros sem fim até conseguir sacar de que canto escuro estão saindo. Nesse sentido, prefiro muito mais o combate dos side-scrollers, como inimigos visíveis na tela e plena visão de como manobrar a personagem por entre eles. Não tenho muito o que dizer, morri depois de matar o primeiro chefe, não consegui sair antes da explosão. Deviam ter deixado para o final...
Por fim, Wii Sports. Já cansei de meter o pau nesse joguinho com gráficos toscos, personagems cabeçudos ridículos de tão simples e jogabilidade de mini-games estilo California Games dos 8-bits. Foi o game que mais me prendeu e menos me frustrou até agora...

completamente casual: liga o aparelho, joga uma partida ou duas, desliga. Me impressionou as imagens entre uma partida e outra recomendarem ao jogador dar uma parada na jogatina.
Os gráficos simples se prestam a 3 coisas:
1) remover tudo não essencial entre jogador e jogo. Texturas de pele detalhadas, suor pelo corpos, todas essas inutilidades HD onde você corre o risco de prestar mais atenção da calcinha da Anna Kournikova do que no jogo. Nesse sentido, Wii Sports é quase tão abstrato como Pong e igualmente viciante.
2) ficar bonito numa HDTV: o Wii foi pensado em TVs convencionais, mas invariavelmente HDTVs iriam ganhar tração. O que ficaria melhor: gráficos de baixa resolução hiper-detalhados ou com cenários simples, colorido sóbrio e quase nada na frente do jogador?
3) deixar em evidência que o foco da Nintendo é em gameplay, não gráficos
Essa simplicidade permitiu também texturas de alta resolução para o gramado, digamos. Fica bem a beça no replay, que é muito bonito por sinal com desfocamento seguindo as jogadas de tênis. É surpreendentemente bonito.
O gameplay são realmente mini-jogos. E daí? Neguinho quer é jogar uma partida de tênis ou boliche e nisso o jogo é perfeito.
Nintendo está realmente colhendo os louros por um trabalho bem feito, pensando em inovação na forma de se jogar videogames que permitiu a todo um novo público se interessar pela atividade. Me desculpo pelas críticas infundadas: não é porque permitiu a um novo público se divertir com games intuitivos que só de minigames o aparelho vai viver. Em particular: Zelda Wii deve mostrar que toda aquela jogabilidade intuitiva espalhada por vários minigames é possível de ser feita em um só game, de forma coesa.
Minha filha definitivamente vai amar o aparelho. Ela já gostava de joguinhos de golf antes, já posso imaginar ela danda altas gargalhadas enquanto joga boliche e tênis. São realmente sensacionais. Não, ela não tá aqui, sou separado. Mas final de semana feliz é com papai, agora ainda mais...

Achei que ia ser muito egoísmo de minha parte gastar os tubos numa HDTV e PS3 e só ter jogos violentos para ela jogar, com a excessão de um ou outro. De qualquer forma, ela nunca se deu muito bem com os antigos joysticks. Faz parte de uma geração que só conhece jogos em Flash e... Wii com seu controle de movimentos. joystick é um termo e uma arte perdidos, só velhos vão lembrar...
Bom, dito isso, não vou ter como responder amanhã porque 1) estarei dormindo e 2) o fórum é bloqueado no trabalho... abraços.
Mensagem editada pelo
usuário namekuseijin
em 13/03/2010 23:46.